Seguro auto por quilômetro rodado e quando ele compensa

A lógica é simples: quem dirige menos se expõe menos a acidentes e paga menos por isso. A parte difícil é entender que a conta tem um valor fixo por baixo, e é ele que define se a economia é real para o seu caso.

  • Parte fixa e parte variável separadas na proposta
  • Simulação com a sua quilometragem real
  • Comparação direta com a apólice tradicional
Foto: painel de carro com indicador de quilometragem. Tamanho sugerido 760 por 900.
  • Corretora registrada na Susep
  • Várias seguradoras em uma só cotação
  • Um corretor do primeiro contato ao sinistro
  • Sinistro acompanhado até o pagamento
  • Resposta no WhatsApp no mesmo dia útil
  • Recotação 30 dias antes de cada renovação
  • Você não paga nada a mais pela corretagem
  • Zero telemarketing e zero repasse de dados
  • Dados protegidos pela LGPD
  • Atendimento em todo o Brasil

Quilômetro rodado: como a conta é montada

Seguro auto por quilômetro rodado é a modalidade em que o prêmio é dividido em uma parcela fixa, que cobre roubo, furto e eventos com o carro parado, e uma parcela variável cobrada conforme a distância percorrida no período.

A parte fixa

Cobre o risco que existe mesmo com o carro na garagem.

A parte variável

Cobrada pelos quilômetros efetivamente percorridos.

A medição

Feita por dispositivo instalado ou aplicativo, conforme o produto.

O ponto de virada

Acima de certa quilometragem, o tradicional volta a ganhar.

Como a cobrança por quilômetro funciona

Uma parte não depende do uso e a outra sim.

No seguro por quilômetro rodado, o prêmio se divide entre um valor fixo que cobre os riscos independentes de circulação e um valor variável proporcional à distância percorrida.

Costuma estar na parte fixa

  • Roubo e furto do veículo parado
  • Incêndio na garagem ou no estacionamento
  • Enchente, granizo e queda de árvore
  • Assistência 24 horas e guincho
  • Responsabilidade civil contratada
  • Estrutura administrativa e emissão da apólice

Costuma entrar na parte variável

  • Exposição a colisão durante a circulação
  • Risco proporcional ao tempo em movimento
  • Quilometragem acima da faixa contratada
  • Trechos percorridos fora do período de medição previsto
  • Uso comercial não declarado do veículo
  • Rodagem de condutor não informado na apólice

A divisão exata entre fixo e variável muda de produto para produto. Pedir os dois valores separados na proposta é o que permite comparar seguradoras nessa modalidade.

Simule o seguro por quilômetro com a sua rodagem real

Informe quanto o carro roda por mês. O corretor volta com a parte fixa, a variável e a comparação com a apólice tradicional.

Com DDI do país. Exemplo para o Brasil: +55 11 90000 0000

Sem custo e sem compromisso. A forma de medição e a composição do prêmio constam da apólice de cada seguradora.

Como a distância percorrida é medida

Três formas usuais, com implicações diferentes.

A medição da quilometragem pode ser feita por dispositivo conectado ao veículo, por aplicativo no celular ou por leitura periódica do odômetro.

Dispositivo conectado
Equipamento instalado no veículo que registra a distância percorrida e transmite os dados à seguradora de forma contínua.
Aplicativo de medição
Programa no celular que registra os deslocamentos. Depende de o aparelho estar ligado e com permissões ativas durante os trajetos.
Leitura de odômetro
Registro periódico do marcador do painel, com envio de foto ou vistoria, usado em produtos com faixas de quilometragem.
Franquia de quilômetros
Quantidade contratada para o período. Rodar além dela gera cobrança adicional conforme a regra do contrato.
Telemetria
Conjunto de dados de condução coletados pelo dispositivo, que em alguns produtos influencia o preço além da distância.
Ajuste de fatura
Recálculo periódico que compara a quilometragem prevista com a efetivamente percorrida e corrige a cobrança.

Quando rodar pouco vira economia de verdade

Existe um ponto em que o tradicional volta a ser mais barato.

A modalidade por quilômetro foi desenhada para um perfil específico: quem deixa o carro parado na maior parte do tempo. Quanto menor a rodagem, maior a diferença em relação à apólice tradicional, porque a parte variável quase não é acionada.

Só que a parte fixa existe sempre. Ela cobre roubo, incêndio e eventos da natureza, que acontecem com o carro na garagem. Por isso o seguro por quilômetro nunca chega a custar muito pouco, por menos que você dirija.

Há um ponto de virada. Acima de certa quilometragem mensal, a soma do fixo com o variável ultrapassa o prêmio da apólice tradicional, e a modalidade deixa de compensar. Descobrir onde fica esse ponto no seu caso é uma conta de poucos minutos que muda a decisão.

O ponto de viradaé a quilometragem em que o seguro por uso passa a custar mais que o tradicional. Ele existe em toda proposta e raramente é mostrado.Estrutura de precificação de seguros de automóvel baseados em uso

Por quilômetro e tradicional lado a lado

Cinco diferenças que aparecem no dia a dia.

A escolha entre pagar por uso e pagar prêmio fixo depende da rodagem mensal e da sua disposição em compartilhar dados de deslocamento.

Por quilômetro e tradicional lado a lado
PontoPor quilômetro rodadoSeguro tradicional
Base do preçoParte fixa somada à distância percorrida no períodoPrêmio calculado para a vigência, independentemente da rodagem.
PrevisibilidadeO valor oscila conforme o mês e o uso do carroValor conhecido desde a contratação até o fim da vigência.
Perfil indicadoQuem roda pouco e deixa o carro parado boa parte do tempoQuem usa o carro todos os dias ou viaja com frequência.
Dados coletadosRegistro de deslocamento por dispositivo ou aplicativoApenas as informações declaradas na proposta.
Ajuste se rodar maisCobrança adicional conforme a regra contratualNenhum ajuste por quilometragem durante a vigência.

Quem tem rotina de rodagem instável precisa olhar com atenção a regra de excedente, porque alguns meses atípicos podem consumir a economia acumulada no ano.

O que conferir sobre os dados coletados

Seis perguntas que valem fazer antes de instalar qualquer dispositivo.

Contratar seguro por uso envolve compartilhar dados de deslocamento, e as regras desse compartilhamento precisam estar claras antes da assinatura.

Quais dados são coletados?

Vale pedir a lista, porque alguns produtos registram apenas a distância e outros incluem velocidade, horário e frenagem.

Por quanto tempo ficam guardados?

O prazo de retenção deve constar da política de privacidade da seguradora, junto com a finalidade de uso.

Os dados influenciam o preço além da distância?

Em produtos com telemetria, o estilo de condução pode entrar na precificação, o que muda a lógica da contratação.

O que acontece se o dispositivo falhar?

A regra para períodos sem medição precisa estar escrita, porque costuma haver cobrança por estimativa.

Os dados são compartilhados com terceiros?

A resposta deve estar na política de privacidade e é uma informação que você tem direito de conhecer antes de contratar.

Posso encerrar e retirar o equipamento?

Vale confirmar quem arca com a retirada e se existe custo associado ao encerramento do contrato.

Como é a conversa sobre seguro por quilômetro

A conta começa pela rodagem real, não pela estimativa otimista.

No seguro por quilômetro rodado, o corretor da WTS calcula o ponto em que a apólice tradicional volta a ser mais barata, usando a quilometragem que você realmente faz.

  • Partimos da sua rodagem real, conferida no painel
  • Separamos a parte fixa da parte variável em número
  • Calculamos a partir de quanto o tradicional compensa mais
  • Explicamos o que é coletado pelo sistema de medição

Simular o seguro por quilômetro com a minha rodagem

Foto: rosto da pessoa que atende pela WTS. Tamanho sugerido 60 por 60.
Eduardo, corretor WTSonline agora

Uso o carro só no fim de semana. Compensa pagar por quilômetro?

Provavelmente sim, esse é o perfil da modalidade. Eduardo, da WTS. Você sabe quantos quilômetros roda por mês?

Não faço ideia, uns trezentos talvez.

Dá para confirmar rápido: olha o odômetro hoje e de novo daqui a uma semana. Com número real eu faço a conta certa em vez de trabalhar com chute.

Se eu não usar o carro, não pago nada?

Paga a parte fixa. Ela cobre roubo, incêndio e enchente, que acontecem com o carro parado na garagem. É esse piso que define se a economia é real.

Faz sentido. E precisa instalar algo?

Depende do produto. Tem seguradora com dispositivo no carro, tem com aplicativo e tem com leitura do painel. Vou te mandar as opções com a forma de medição de cada uma.

Exemplo de atendimento. Nomes fictícios.

Perguntas frequentes sobre seguro por quilômetro rodado

O que mais gera dúvida em quem roda pouco e quer pagar menos por isso.

Como funciona o seguro por quilômetro rodado?

O prêmio é dividido em uma parte fixa, que cobre riscos existentes com o carro parado, e uma parte variável proporcional à distância percorrida no período de apuração.

Se eu não usar o carro, pago alguma coisa?

Sim, a parte fixa continua devida. Ela cobre roubo, furto, incêndio e eventos da natureza, que acontecem independentemente de o veículo circular.

Como a seguradora sabe quanto eu rodei?

Pela medição contratada, que pode ser dispositivo instalado no veículo, aplicativo no celular ou leitura periódica do odômetro, conforme o produto.

E se eu rodar mais do que contratei?

A regra de excedente é definida em contrato. Em geral há cobrança adicional proporcional, e em alguns produtos a faixa contratada é revista na renovação.

A cobertura é menor nessa modalidade?

Não por definição. Existem produtos por quilômetro com cobertura completa e outros mais enxutos. O que muda é a forma de cobrar, não necessariamente o que é coberto.

Preciso instalar equipamento no carro?

Depende do produto. Alguns exigem dispositivo conectado, outros trabalham com aplicativo ou com leitura do painel. A forma de medição consta da proposta.

O dispositivo consome bateria do carro?

Equipamentos desse tipo são projetados para consumo reduzido. Ainda assim vale confirmar com a seguradora as orientações para períodos longos com o veículo parado.

Essa modalidade serve para motorista de aplicativo?

Em geral não. Quem roda muito por atividade profissional costuma ultrapassar rapidamente o ponto em que a apólice tradicional fica mais barata.

Dá para migrar do tradicional para o por quilômetro?

Dá, normalmente na renovação. A migração passa por nova análise de risco e pela instalação ou ativação do sistema de medição escolhido.

A classe de bônus é mantida?

A classe de bônus acompanha o segurado e costuma ser reconhecida na migração, mediante apresentação da apólice anterior sem sinistro.

Quem mora em cidade grande economiza mais?

Depende muito mais da rodagem do que da cidade. Quem usa transporte público na semana e o carro só no fim de semana é o perfil em que a economia aparece com clareza.

Pague pelo que você realmente roda

Parte fixa, parte variável e ponto de virada calculados com a sua quilometragem real.

Foto: carro parado em garagem residencial. Tamanho sugerido 900 por 700.