A parte fixa
Cobre o risco que existe mesmo com o carro na garagem.
A lógica é simples: quem dirige menos se expõe menos a acidentes e paga menos por isso. A parte difícil é entender que a conta tem um valor fixo por baixo, e é ele que define se a economia é real para o seu caso.
Seguro auto por quilômetro rodado é a modalidade em que o prêmio é dividido em uma parcela fixa, que cobre roubo, furto e eventos com o carro parado, e uma parcela variável cobrada conforme a distância percorrida no período.
Cobre o risco que existe mesmo com o carro na garagem.
Cobrada pelos quilômetros efetivamente percorridos.
Feita por dispositivo instalado ou aplicativo, conforme o produto.
Acima de certa quilometragem, o tradicional volta a ganhar.
Uma parte não depende do uso e a outra sim.
No seguro por quilômetro rodado, o prêmio se divide entre um valor fixo que cobre os riscos independentes de circulação e um valor variável proporcional à distância percorrida.
A divisão exata entre fixo e variável muda de produto para produto. Pedir os dois valores separados na proposta é o que permite comparar seguradoras nessa modalidade.
Três formas usuais, com implicações diferentes.
A medição da quilometragem pode ser feita por dispositivo conectado ao veículo, por aplicativo no celular ou por leitura periódica do odômetro.
Existe um ponto em que o tradicional volta a ser mais barato.
A modalidade por quilômetro foi desenhada para um perfil específico: quem deixa o carro parado na maior parte do tempo. Quanto menor a rodagem, maior a diferença em relação à apólice tradicional, porque a parte variável quase não é acionada.
Só que a parte fixa existe sempre. Ela cobre roubo, incêndio e eventos da natureza, que acontecem com o carro na garagem. Por isso o seguro por quilômetro nunca chega a custar muito pouco, por menos que você dirija.
Há um ponto de virada. Acima de certa quilometragem mensal, a soma do fixo com o variável ultrapassa o prêmio da apólice tradicional, e a modalidade deixa de compensar. Descobrir onde fica esse ponto no seu caso é uma conta de poucos minutos que muda a decisão.
O ponto de viradaé a quilometragem em que o seguro por uso passa a custar mais que o tradicional. Ele existe em toda proposta e raramente é mostrado.Estrutura de precificação de seguros de automóvel baseados em uso
Cinco diferenças que aparecem no dia a dia.
A escolha entre pagar por uso e pagar prêmio fixo depende da rodagem mensal e da sua disposição em compartilhar dados de deslocamento.
| Ponto | Por quilômetro rodado | Seguro tradicional |
|---|---|---|
| Base do preço | Parte fixa somada à distância percorrida no período | Prêmio calculado para a vigência, independentemente da rodagem. |
| Previsibilidade | O valor oscila conforme o mês e o uso do carro | Valor conhecido desde a contratação até o fim da vigência. |
| Perfil indicado | Quem roda pouco e deixa o carro parado boa parte do tempo | Quem usa o carro todos os dias ou viaja com frequência. |
| Dados coletados | Registro de deslocamento por dispositivo ou aplicativo | Apenas as informações declaradas na proposta. |
| Ajuste se rodar mais | Cobrança adicional conforme a regra contratual | Nenhum ajuste por quilometragem durante a vigência. |
Quem tem rotina de rodagem instável precisa olhar com atenção a regra de excedente, porque alguns meses atípicos podem consumir a economia acumulada no ano.
Seis perguntas que valem fazer antes de instalar qualquer dispositivo.
Contratar seguro por uso envolve compartilhar dados de deslocamento, e as regras desse compartilhamento precisam estar claras antes da assinatura.
Vale pedir a lista, porque alguns produtos registram apenas a distância e outros incluem velocidade, horário e frenagem.
O prazo de retenção deve constar da política de privacidade da seguradora, junto com a finalidade de uso.
Em produtos com telemetria, o estilo de condução pode entrar na precificação, o que muda a lógica da contratação.
A regra para períodos sem medição precisa estar escrita, porque costuma haver cobrança por estimativa.
A resposta deve estar na política de privacidade e é uma informação que você tem direito de conhecer antes de contratar.
Vale confirmar quem arca com a retirada e se existe custo associado ao encerramento do contrato.
A conta começa pela rodagem real, não pela estimativa otimista.
No seguro por quilômetro rodado, o corretor da WTS calcula o ponto em que a apólice tradicional volta a ser mais barata, usando a quilometragem que você realmente faz.
Uso o carro só no fim de semana. Compensa pagar por quilômetro?
Provavelmente sim, esse é o perfil da modalidade. Eduardo, da WTS. Você sabe quantos quilômetros roda por mês?
Não faço ideia, uns trezentos talvez.
Dá para confirmar rápido: olha o odômetro hoje e de novo daqui a uma semana. Com número real eu faço a conta certa em vez de trabalhar com chute.
Se eu não usar o carro, não pago nada?
Paga a parte fixa. Ela cobre roubo, incêndio e enchente, que acontecem com o carro parado na garagem. É esse piso que define se a economia é real.
Faz sentido. E precisa instalar algo?
Depende do produto. Tem seguradora com dispositivo no carro, tem com aplicativo e tem com leitura do painel. Vou te mandar as opções com a forma de medição de cada uma.
O que mais gera dúvida em quem roda pouco e quer pagar menos por isso.
O prêmio é dividido em uma parte fixa, que cobre riscos existentes com o carro parado, e uma parte variável proporcional à distância percorrida no período de apuração.
Sim, a parte fixa continua devida. Ela cobre roubo, furto, incêndio e eventos da natureza, que acontecem independentemente de o veículo circular.
Pela medição contratada, que pode ser dispositivo instalado no veículo, aplicativo no celular ou leitura periódica do odômetro, conforme o produto.
A regra de excedente é definida em contrato. Em geral há cobrança adicional proporcional, e em alguns produtos a faixa contratada é revista na renovação.
Não por definição. Existem produtos por quilômetro com cobertura completa e outros mais enxutos. O que muda é a forma de cobrar, não necessariamente o que é coberto.
Depende do produto. Alguns exigem dispositivo conectado, outros trabalham com aplicativo ou com leitura do painel. A forma de medição consta da proposta.
Equipamentos desse tipo são projetados para consumo reduzido. Ainda assim vale confirmar com a seguradora as orientações para períodos longos com o veículo parado.
Em geral não. Quem roda muito por atividade profissional costuma ultrapassar rapidamente o ponto em que a apólice tradicional fica mais barata.
Dá, normalmente na renovação. A migração passa por nova análise de risco e pela instalação ou ativação do sistema de medição escolhido.
A classe de bônus acompanha o segurado e costuma ser reconhecida na migração, mediante apresentação da apólice anterior sem sinistro.
Depende muito mais da rodagem do que da cidade. Quem usa transporte público na semana e o carro só no fim de semana é o perfil em que a economia aparece com clareza.
Parte fixa, parte variável e ponto de virada calculados com a sua quilometragem real.